
A próxima missão da assessoria de Lula será criar um Twitter para o presidente.
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Pessoal,MONTENEGRO, DO IBOPE, DIZ QUE SERRA GANHA EM 2010!
1. Bem, pelo menos é o que dizia o blog de Ricardo Kotscho, ex-assessor de imprensa de Lula, em 30 de setembro de 2008. Vejamos:
2. "Serra caminha para uma vitória contra Dilma em 2010, eleição em que, na sua opinião, só dois candidatos fortes deverão concorrer. As previsões acima são de Carlos Augusto Montenegro, 54 anos, que desde os 20 comanda o Ibope, maior instituto de pesquisas da América Latina. Na sucessão de Lula, Montenegro acredita que a ‘bola da vez’ é o governador paulista José Serra, assim como me dissera, no início da campanha de 2002, fez questão de lembrar, que a ‘bola da vez’ era Lula , e comosabemos, acertou."
3. "Por um motivo principal: desde o trauma Collor, o eleitorado brasileiro não elege mais candidatos fabricados, mas apenas aqueles que têm um currículo, uma história de vida política. Na opinião do presidente do Ibope, o PT ficou sem um candidato natural, com currículo e história, após a perda de suas principais lideranças na crise do mensalão. E agora restaria pouco tempo para construir um nome forte para concorrer com Serra."
4. "Na sua avaliação, as chances de Ciro Gomes são de 0% porque ele não será o candidato de Lula e há uma ‘fadiga de material’ sentida pelo eleitorado por sua participação em campanhas anteriores: ‘O maior adversário do Ciro é o Ciro’. ‘Não vai dar tempo de fabricar um outro candidato daqui até 2010’, afirma com convicção, sem pedir off na conversa. Montenegro baseia sua análise no favoritismo do tucano em dois fatores: o seu currículo político (secretário estadual, deputado federal, senador, prefeito, governador) e, principalmente, no seu trabalho no Ministério da Saúde durante o governo FHC.”
Do ex-blog de Cesar Maia
1. Na coluna dominical do La Nacion, o jornalista/analista Mariano Grondona publicou um artigo (Um príncipe no meio da República) fazendo analogias de textos de Maquiavel e Nietzsche ao estilo autoritário e autossuficiente do ex-presidente da Argentina. Vale para lá e vale para cá. Contundente. Abaixo, trechos.
2. "Sua (Maquiavel) obra principal versa sobre as repúblicas, nas quais a ambição ilimitada termina contida nas instituições. Todos os políticos têm algo de maquiavélico, mas onde há instituições fortes, elas se encarregam de canalizar a paixão pelo poder em direção ao bem comum dos cidadãos. Maquiavel distinguia entre os "príncipes hereditários" e os "príncipes novos". Aqueles estavam moderados pela tradição. Mas estes, não tendo precedentes nem regras que os sujeitassem, a incompatibilidade com os princípios republicanos era absoluta.
3. Todo príncipe novo vive rodeado de uma corte de subordinados incondicionais. Seu poder é tão ilimitado como sua ambição. Mas deve existir certa coerência entre o sistema e seu protagonista. O anômalo entre nós, é que o príncipe novo que nos governa o faz em meio a uma república. Os que o seguem, o aplaudem cegamente. E os que não o seguem, ainda não lograram que se contenha nas limitações republicanas. O sistema que estamos vivendo é anômalo: mas a República, ainda que ferida, não está morta.
4. Talvez ninguém descreveu tão claramente o que chamava "a vontade de poder" como Friedrich Nietzsche. Para escapar do niilismo que o ameaça, ele imaginou que o homem moderno não tinha outra saída que aferrar-se, não a razão esgotada dos filósofos e dos teólogos, mas à sua última reserva vital: a sua vontade. Não simplesmente uma vontade individual, mas a vontade de poder dionisíaca, que deveria mostrar-se capaz de engendrar um homem novo, um super-homem. Deus, para Nietzsche, estava morto: só ficaria o super-homem.
5. Os políticos que ainda sonham com o poder ilimitado de um "príncipe novo", ainda sem sabê-lo, pretendem seguir a Nietzsche. Sua empresa provará ser finalmente utópica. Mas até que esta demonstração se concretize, devemos reconhecer que a energia que destilam é surpreendente. É abundante o testemunho de psicólogos e psiquiatras que destacam o caráter patológico desta desmedida pretensão. Nada parece conte-los até esse último momento em que terminam por asfixiar, inclusive aqueles que os seguiam cegamente. Não basta então, dizer que os psicopatas de poder estão condenados. Se a República não logra conte-los, sua resistência à inevitável deterioração será colossal.
Deu no Blog do Josias de Souza
Dezessete anos depois de ter descido ao verbete da enciclopédia como um defunto político, Fernando Collor está de volta.
Retorna numa vitrine modesta: a presidência da comissão de Infraestrutura do Senado. Posto obtido em aliança com José Sarney, sob aplausos de Lula.
O mesmo Sarney a quem chamara de “ladrão”. O mesmo Lula que o tachara de “ladrão”. As ofensas são reduzidas por Collor a meras “circunstâncias históricas”.
Para justificar-se, puxa analogias do baú. Recorda que Carlos Lacerda, depois de personificar a retórica do ódio, viveu o seu instante de reconciliação com o alvo Juscelino Kubitschek.
Cita um clássico do gênero: as pazes que Luiz Carlos Prestes se permitiu fazer com Getúlio Vargas.
Sob Vargas, Prestes amargara nove anos de cárcere. Sua mulher, Olga Benário, fora enviada à morte, na Alemanha nazista.
A despeito de tudo, em 1945, o líder comunista aderiu ao movimento pela permanência de Getúlio na presidência.
Presidente aos 40, Collor tornou-se ex-presidente aos 42. Hoje, com 59 anos, tenta consertar a biografia. Diz que gostaria de ter nascido na pele de Benjamin Button.
Vem a ser o personagem do último filme de Brad Pitt. Um sujeito que nasce com 80 anos e rejuvenesce à medida que o tempo passa.
De resto, sustenta que a agenda de Lula, como a de Fernando Henrique, não é senão uma continuação do programa do governo dele.
“Tudo o que estava preconizado naquela época vem sendo seguido por todos aqueles que vieram depois de mim…”
“…A questão da abertura, a busca do superávit da balança comercial, a inserção competitiva do Brasil no mercado internacional”.
Vai abaixo a entrevista, dividida em dois blocos:
- O que pretende fazer na comissão de Infraestrutura?
Transitam pela comissão, além das obras do PAC, o controle das agências regulatórias, o pré-sal… Ela é mais importante do que se imagina. Quero ter uma agenda e um programa de trabalho para o horizonte de tempo de dois anos.
- Que interferência a comissão terá nas obras do PAC?
Nosso papel é o de fiscalização. Desde que foi lançado o PAC, defendo a iniciativa com entusiasmo. Além dos investimentos e dos benefícios que trarão à população, muito mais importante é a iniciativa do governo de liderar o processo de desenvolvimento, como indutor. Leva a iniciativa privada a acordar.
- Acha que o PAC caminha bem?
Em algumas regiões as obras sofrem atrasos. Em outras elas estão adiantadas. Vamos acompanhar de perto a execução, ajudando a fazer andar. A oposição diz que o PAC é mera carta de intenções. Não é assim. As coisas estão caminhando.
- Já falou com a ministra Dilma Rousseff?
Liguei pra ela. Estava embarcando pra São Paulo. Solicitei audiência tão logo regresse. Quero levar ao conhecimento dela o programa de trabalho da comissão.
- Pretende encontrar-se com o presidente Lula?
Acho necessário. Não irei só. A bancada do PTB tem a intenção de solicitar uma audiência. Vamos, mais uma vez, reafirmar ao presidente o apoio do PTB.
- Como foi a articulação que o levou à presidência da comissão?
Começou lá atrás, na costura da candidatura do presidente Sarney. Desde o início, a coordenação das hostes do governo foi falha. Houve muitas falhas.
- Que falhas?
Dizia-se que havia um entendimento, firmado há dois anos. O PMDB presidiria a Câmara e o PT o Senado. A gente sabe que, em política, esses compromissos de antanho não costumam se consumar. Houve uma precipitação do PT.
- Tião Viana não deveria ter disputado?
Não entro no mérito da qualificação do candidato. Mas eles, que falaram tanto em respeito à proporcionalidade, deveriam ter verificado que cabe à maior bancada do Senado, no caso a do PMDB, indicar o presidente da Casa. O PT, de forma açodada, lançou a candidatura.
- Está dizendo que quem quebrou a praxe da proporcionalidade foi o PT?
Foi precisamente o PT. Nunca tive nenhuma dúvida de que o PMDB lançaria um candidato. Lançou o presidente Sarney, que superava os limites da sua bancada.
- Qual foi o papel do PTB nesse processo?
Nas conversas iniciais, optamos pela candidatura do presidente Sarney e, como todas as outras legendas, fomos buscar nosso espaço.
- Não se constrange de estar na companhia de um Sarney que, no passado, o sr. chamou de ladrão? Não o incomoda apoiar um Lula com quem teve rixas homéricas e que o chamou de ladrão?
Não me constrange. Se olharmos a história do Brasil, veremos que alianças assim já ocorreram. Getúlio com Prestes. Juscelino com Lacerda… São circunstancias históricas que o país vive e que fazem com que os políticos se unam ou se afastem. Quando cheguei aqui, eleito, em 2006, muitos imaginavam que eu sairia atirando. Mas já havia se passado, em relação ao meu embate com Lula, 18 anos. Em relação ao Sarney, 20 anos. Não seria inteligente, pela experiência que acumulei, que eu viesse aqui transbordar sentimentos menos nobres. Além disso, avaliei: a agenda política, social e econômica do presidente Lula começou lá atrás, em 89.
- Acha que a agenda de Lula é continuação da sua?
Sim. Sobretudo na área econômica. Tudo o que estava preconizado naquela época vem sendo seguido por todos aqueles que vieram depois de mim, inclusive o Fernando Henrique Cardoso.
- Que pedaço do seu governo teve sequência nas gestões posteriores?
Tem um discurso do Fernando Henrique, para mim memorável, em que ele tenta desconstruir toda a linha mestra do nosso programa. E ele, logo depois de eleito, adotou esse mesmo programa.
- A que programa se refere?
Eu me refiro, sobretudo, ao programa econômico. A questão da abertura, a busca do superávit da balança comercial, a inserção competitiva do Brasil no mercado internacional. No essencial, tudo o que veio depois é uma mera continuidade.
- Não acha que a aliança entre políticos que se chamavam uns aos outros de ladrão confunde e desalenta o eleitor?
Não penso assim. Se levarmos em consideração a popularidade de que desfruta o presidente Lula, que não é a mesma de dois anos atrás, eu devo ter tomado a atitude correta. O programa de governo dele tem a aprovação de 80% da população.
- Acha que cometeu excessos no passado?
A gente sempre comete excessos. Outro dia assisti no cinema ao filme ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, com o Brad Pitt. E pensei: Como seria bom se a gente nascesse mais velho, com experiência, e fosse regredindo em idade. Seria uma maravilha. A vida real, infelizmente, não é assim. Então, à medida que o tempo vai passando, a gente vai ganhando experiência com base nos tropeços, nos percalços.
- O senador Mercadante afirma que a disputa da comissão de Infraestrutura refez a cena de 20 anos atrás. De um lado PSDB e PT. De outro o PMDB de Renan Calheiros, recém saído de um escândalo, e Collor. O que acha?
É uma leitura de quem olha a política pelo retrovisor. Vejo como uma justificativa para atenuar a derrota a que ele conduziu o partido dele. A condução do processo foi inteiramente equivocada. Ele e o partido dele perderam a presidência do Senado e a comissão. Ele desconsidera que as pessoas, ao longo dos anos, ganharam experiência, conhecimento, têm melhor visão do mundo, fizeram autocrítica, amadureceram.
- Considera-se mais impuro do que o senador Mercadante?
De jeito nenhum. Não sou mais puro nem impuro do que ninguém. Todos nós, que participamos da vida pública, estamos sujeitos a percalços. Ele próprio foi vitimado por um percalço sério, no caso dos aloprados. O partido a que ele pertence enfrentou problemas sérios com o mensalão.
- Acha que essa disputa terá conseqüências?
O senador Mercadante em nada contribui com a conciliação da base de apoio ao governo. No Senado, o governo tem uma maioria fluida. Ele, como líder do partido que lidera a composição das forças de coalizão, não contribui ao fazer essa análise desfocada. Passada a fase da refrega, temos de virar essa página. Quem não sabe virar a página não merece ler o livro. De minha parte, preferia que não tivesse havido a disputa com a senadora Ideli, a quem respeito muito.
- Não foi indelicado ao dizer que a senadora ‘cisca pra dentro’?
É uma expressão típica do Nordeste. Quem é nordestino sabe que, lá, é uma expressão muito usada.
- Usada com que sentido?
Uma galinha ou um galo, quando cisca em busca de alimento, cisca pra fora, afastando as coisas que não interessam. Ciscar pra dentro significa agregar, conciliar. O sentido é positivo. Quando queremos nos referir pejoritivamente a um político dizemos: ‘Esse camarada cisca pra fora o tempo todo’. É desagregador. Não quis ofender.
- Pretende disputar cargos executivos, governo do Estado ou presidência?
Não há pretensão nem previsibilidade de que isso possa acontecer. Meu horizonte agora são os seis anos que me restam de mandato. No final, verei o que fazer.
"A emoção de voltar a jogar foi inexplicável. Foi um ano duro para mim, de incerteza, dificuldades, mas consegui dar a volta por cima. Para mim, eu já venci a minha batalha".Muitos apostaram mais uma vez que ele não voltaria a jogar. Ele voltou!E voltou pelo Corinthians, pelo meu Corinthians!!!
Lula usa advocacia geral da união para se defender da acusação de propaganda eleitoral antecipada
Alberto Rollo*
Alexandre Rollo**
É de
O
**
Não,eu não estou falando do Ronaldo Fenômeno,mas "delle": Fernando Collor de Mello, ex-caçador de marajá e ex-presidente da República.
Espanha, 3 dez 2008 (AFP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou um bonequinho "caganer",o tradicional "santo cagão' das festividades de Natal da Catalunha que, nos últimos anos, recuperou a popularidade ao homenagear celebridades do mundo todo.No último dia 15, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentou uma pesquisa do Instituto Sensus que mostra que Lula está muito bem na fita. Segundo a tal pesquisa, 80,3% dos brasileiros apóiam o presidente, cujo governo tem a aprovação de 71,1% da população.
Isso indica que a imagem pessoal do presidente Lula melhorou três pontos percentuais em relação a última pesquisa realizada em setembro.
Esses números realmente são de dar inveja a qualquer ex-presidente, pois Lula é um fenômeno de popularidade faz tempo, desde o seu primeiro mandato mesmo envolto a tantos escândalos.
Em 2005, escrevi um artigo intitulado “Lula corintiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus!” trantando da popularidade de Lula que naquele ano já atingia níveis estratosféricos, sendo que, naquela época, Lula tinha a aprovação apenas das classes menos favorecidas. Hoje, com os índices alcançados parece que a classe média também se rendeu ao carisma do presidente. Só nos restar saber até quando.
LULA CORINTIANO, MALOQUEIRO E SOFREDOR, GRAÇAS A DEUS!
A cada pesquisa de opinião divulgada sobre o desempenho do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, vemos a popularidade do Presidente Lula aumentar atingindo níveis estratosféricos, ao mesmo tempo em que a aprovação do seu governo cai. Diante desse fato, não há como negar que se trata de um fenômeno, pois na história recente de nosso país não há registros de índices de popularidade tão altos de um presidente como os mantidos por Lula, principalmente após dois anos de governo, já que a tendência é ver a popularidade daqueles que estão no poder cair à medida que o tempo de seu mandato avança.
Sabemos, portanto, que estamos diante de um fenômeno, mas tal afirmação já virou truísmo. O que nos resta e se faz necessário nesse momento é tentar descobrir as causas e/ou razões para entendermos o que sustenta esses altos índices de popularidade pessoal do Presidente Lula, apesar de alguns fatos ocorridos que poderiam arranhar a sua imagem de bom moço conquistada graças ao que alguns de seus mais ferrenhos críticos chamam de populismo ordinário. Dentre esses fatos, podemos citar o episódio que envolveu o jornalista americano Larry Rohter que quase culminou na sua expulsão do país após matéria publicada no jornal The New York Times, onde o jornalista questionava o gosto do nosso presidente pela bebida; e também a proposta do fracassado projeto de criação do Conselho Nacional de Jornalismo considerado por muitos como um dos mais sérios ataques à liberdade de expressão no Brasil desde o regime militar. Este episódio causou enorme indignação nos profissionais de imprensa, sentimento que o presidente definiu como covardia ao se pronunciar aos repórteres que cobriam sua viagem ao Gabão: “Vocês são um bando de covardes mesmo, hein? Não tiveram coragem de defender o Conselho Federal de Jornalismo”. Aqui, abrimos um parêntese para ressaltar que muitos acreditam que esse tipo de comportamento não compagina com a compostura que as funções públicas requerem na vida republicana, mas isso não parece ter muita importância para maior parte da população.
Apesar desses e outros fatos em que a imprensa, considerada o quarto poder, colocou-se contra a figura do presidente, Lula continua em alta junto a grande massa da população brasileira que se manteve alheia aos vários ensaios de “crise política” no país provocados pelos discursos improvisados e cheios de metáforas do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que privilegia a comunicação cultivada em assembléias de trabalhadores e porta de fábrica, muitas vezes em detrimento da seriedade, profundidade e fidedignidade que eventos e ritos do cargo exigem, mas que o aproximam mais do povão que entende aquilo que o presidente fala e que o leva a uma identificação quase que natural com a figura do ex-líder sindical que chegou à Presidência da República.
A utilização de metáforas e o improviso tão peculiares nos discursos de Lula e considerados pelos intelectuais como desvarios retóricos, são características de um tipo de oratória dirigida às grandes massas. Ao chegar à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva continuou a utilizar a mesma técnica utilizada nos tempos de liderança sindical, e que lhe é inata, para se comunicar com a grande massa brasileira. E ao analisar os resultados das pesquisas de opinião, verificamos que a técnica cultivada por Lula nas portas das fábricas e assembléias de sindicatos vem dando certo.
Outra questão primordial para a popularidade de Lula é o carisma. Sem dúvida que a sua forma de se comunicar o aproxima do povo, mas é inegável que o carisma do Presidente Lula é algo fantástico e incomum.
Além do carisma e do fascínio que a figura do Presidente Lula exerce sobre grande parte do povo brasileiro, ainda podemos presenciar Lula nas mais diversas situações, desde uma pelada na Granja do Torto à sua participação descontraída na Oktoberfest com uma caneca de chope na mão, o que o aproximam ainda mais da realidade vivida por muitos brasileiros, mas consideradas por muitos inaceitáveis quando se trata da mais alta autoridade do país e inimagináveis nos tempos de FHC, mas onde Lula parece sentir-se mais à vontade. O cargo de Presidente da República exige alguns ritos e protocolos que Lula não hesita em quebrar. E pelo que tudo indica “o povão” aprova o estilo insólito de Lula.
A ascensão do ex-líder sindical ao ápice da pirâmide social ou do poder, representado pelo cargo de Presidência da República também contribui para a grande empatia que parte população do Brasil têm com Lula. Depois de perder três eleições consecutivas, Lula finalmente foi eleito presidente. Talvez ninguém no Brasil represente melhor o slogan “Sou Brasileiro e Não Desisto Nunca”, principalmente se considerarmos toda a sua trajetória de vida. Lula representa para ao povo brasileiro a real possibilidade de ascensão, apesar de todas as adversidades comuns à maioria dos brasileiros, como o desemprego que ainda é a maior preocupação da população.
Pelo que tudo indica, especialmente os resultados da última pesquisa de opinião, o estilo Lula de ser Presidente vem agradando a grande parte do eleitorado que deverá lhe reeleger em 2006, salvo algum acontecimento que possa descambar uma crise política e mudar os rumos da nossa política. É verdade que o estilo Lula não é unanimidade principalmente entre os intelectuais, a quem os discursos e a quebra de ritos e protocolos próprios do cargo de Presidente desagradam bastante. Mas o próprio Lula sabe que não é uma unanimidade, pois usando mais uma de suas frases de efeito ele mesmo diz “...não somos tão ruins quantos nossos adversários apregoam, nem tão bons quanto pensamos que somos”.
Apesar disso, Lula também sabe que o fato de não agradar gregos e troianos não é algo tão desesperador “quanto à situação do Corinthians no Campeonato Brasileiro do ano-passado”, só pra usar mais uma de suas metáforas futebolísticas, sua marca registrada durante seus discursos para a grande massa. Pelo visto, Luiz Inácio Lula da Silva não nega as origens de líder sindical, nem mesmo na hora de discursar para às massas,nem mesmo na hora de pedir uma bebida ou revelar seu time de futebol, a grande paixão nacional. Lula é torcedor do Corinthians. O nosso Presidente é corintiano, (ex) maloqueiro e sofredor!
Li no Cláudio Humberto:
“Rezam para que a crise pegue o Brasil para o Lula se lascar”
O próprio presidente Lula, na inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul, em Colinas